sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Avaliando suas obras

Avaliando suas obras

Foto de Eduardo Hanazaki

Para muitos artistas plásticos, avaliar a própria obra é tão difícil quanto fazê-la. Este artigo destaca alguns dos principais fatores a se considerar na elaboração de seu próprio sistema pessoal de avaliação.


Ao considerar faixa de preços para colocar o seu trabalho, vale a pena considerar os conceitos-chave neste artigo. Este artigo é destinado a provocar a sua própria investigação e reflexão sobre sua própria escala de preço e não deve ser usado como um guia para o preço de seu trabalho, pois há muitas variáveis a serem consideradas na prática por cada um dos artistas.É importante lembrar que, de acordo com grande parte dos conhecimentos dentro das artes visuais, não existem respostas certas ou fórmula padrão para os preços de seu trabalho. Há, no entanto, muitas fórmulas e sistemas que podem ser de ajuda, e no final, você deve ficar satisfeito com os preços definidos.


CUSTO DE MATERIAIS

Qual foi seu custo com material? Antes de fazer qualquer outra coisa, você deve considerar seus gastos em fazer o trabalho físico e certifique-se de levar em consideração que você terá de cobri-los. Esta será a base sobre a qual você irá adicionar seus honorários e outros custos.

PREÇO POR HORA

Muitas pessoas e organizações artísticas recomendam que os artistas atribuam-se um salário por hora e, em seguida, considerar o tempo total que levaram para fazer o trabalho para chegar a um preço final, a idéia é que se você adicionar o seu salário por hora acumulada somados aos custos do material, você vai encontrar um preço. É importante ter em mente, contudo, que dependendo de onde você estiver em sua carreira e sua educação, o tempo que você levará pra fazer algum trabalho pode variar muito.
Um estudante de primeiro ano da graduação pode levar 35 horas para fazer um trabalho, enquanto um estudante de mestrado, recém-formado ou artista estabelecido, pode levar um tempo consideravelmente menor para fazer um trabalho semelhante. O aluno da graduação deve cobrar mais por seu trabalho porque ele tomou mais tempo para fazê-lo ou um artista estabelecido deve cobrar mais porque é mais experiente? Lembre-se que cobrar um salário por hora pode fazer um preço final proibitivamente caro para alguns artistas, ao mesmo tempo em que poderia prejudicar o valor do trabalho de outros artistas.
Embora possa haver algumas situações em que uma taxa de carga horária pode ser apropriada - como trabalhar no ensino e programas públicos - não deve ser considerado uma metodologia fechada para avaliar o trabalho.

PREÇO POR SEMELHANTES

Para se ter um idéia clara sobre o preço de seu trabalho, você precisa saber o que os artistas semelhantes estão fazendo. Seus colegas poderiam ser considerados como artistas semelhantes a você agora; artistas que estão em um lugar semelhante em sua carreira a você, e cuja média é comparável à sua (ou seja, se você pinta óleo sobre telas grandes não se compare a um escultor que trabalha em mármore ou a um artista de vídeo; procure outro pintor que trabalha com materiais semelhantes).

Esta pesquisa é importante para lhe dar uma visão realista e relevante do mercado. Se todo mundo com quem você se compare venda o trabalho entre, digamos $1.500 e $3.000, mas você pretende vender o seu trabalho a $5.500, você pode querer considerar reduzir seus preços. Da mesma forma, se você está considerando vender o seu trabalho por cerca de $400, neste cenário, você pode querer aumentar os seus preços (e sua autoconfiança no seu trabalho). Na verdade, você está fazendo um “benchmarking” de suas obras dentro de uma faixa de preço e se dando limite realista para trabalhar dentro dele.

ARTISTAS EMERGENTES

Tende a haver limitações de preço quando se trata de compra de trabalhos em exposições de graduação ou durante as fases iniciais da carreira de um artista. Como com qualquer coisa, existem exceções para cada regra, mas a maioria dos colecionadores (de grandes nomes a família e amigos) tendem a estar dispostos a pagar não mais que $1.000 para um trabalho em nível de graduação e em torno de $2.000 para trabalhos de mestrado.
Se seu trabalho é excepcionalmente grande, excepcionalmente intricado ou seus materiais são extremamente caros, então é claro o seu ponto de preço será maior do que essas diretrizes.

Note que estes são preços aproximados de um máximo e não um valor a atribuir a todos os seus trabalhos, independentemente do tamanho, preço de custo ou qualidade.

VALOR

Além de seu custo para fazer o trabalho, outra noção a se considerar quando avaliando o seu trabalho é seu próprio valor adquirido como um artista. Esse 'valor', difícil de fixar-se e único para cada artista, é aumentado por etapas, tais como:
Anos no negócio
Realizações profissionais
Grandes exposições coletivas ou individuais
Residências no exterior
Perfil dos seus parceiros e organizações com qual você trabalha
Sua reputação
O aumento da qualidade e complexidade do seu trabalho
Quanto mais destes "marcadores" você tiver em sua carreira, mais você aumenta a chance de um colecionador comprar o seu trabalho.

AUMENTANDO OS PREÇOS

Depois de ter estabelecido um preço de partida, você vai precisar crescer gradualmente deste ponto com o tempo.

Isto pode parecer óbvio, mas muitas vezes recém-formados ou artistas emergentes avaliam seus trabalhos no limite da marca 'razoável'. Uma vez que o artista vende uma ou duas obras, eles podem pensar que eles podem começar a aumentar os seus preços. Tenha em mente que você tem toda a sua carreira para aumentar constantemente os seus preços e ganhar dinheiro. Você não pode esperar pagar sua educação com sua exposição de graduação, nem esperar aumentar os seus preços após cada venda. Este é um processo gradual e lento.

Artistas poderiam considerar aumentar os seus preços entre 10% e 20%, após cada marco importante em sua carreira, tais como:
Depois de uma exposição coletiva com outros artistas importantes
Depois de uma exposição que se venda todos os trabalhos
Depois de ganhar um grande prêmio
Após um ano de sucesso da imprensa e de vendas
Ao definir a sua estrutura de preços original, lembre-se que é impossível reduzir o seu preço primário de venda (ou seja, o preço do trabalho que vem de você, ao contrário do mercado secundário, quando as pessoas que compraram o seu trabalho no passado o vendem) assim, não defina este valor mais elevado do que o mercado pode sustentar ou está disposto a pagar.

COMISSÃO DA GALERIA

Se você tiver a oportunidade de expor em uma galeria, quer como parte de uma coletiva ou como um artista plenamente representado, a galeria, como padrão, vai querer algo em torno de 50% do preço total da venda para cobrir os seus serviços. Isso vai significar uma de duas coisas: uma você precisa colocar um adicional de 100% no seu preço, de imediato, duplicando o seu preço, ou dois, ter tempo para ver se esse preço é realista para onde você está em sua carreira e fazer uma escolha sobre como ir para frente.

Coisas a considerar quando se decide se o seu trabalho ainda irá vender ao dobro do seu preço esperados são:
Suas realizações desde que você avaliou seu trabalho inicialmente, ou seja, você já expôs muito desde que você originalmente mostrou o trabalho? E você tem vendido muito a esse preço?
Pesquisa de semelhantes: por quanto às outras pessoas no seu nível de carreira estão vendendo seu trabalho?
O estado da economia. Ser realista é uma parte importante da venda. Se o clima é ideal para mover o trabalho no seu novo preço e você confiar na capacidade da galeria para vender o trabalho (ou seja, eles têm um histórico comprovado de trabalhar com artistas em sua fase de carreira para você, em uma faixa similar de preço), então faça isso!
Finalmente, e sempre o mais importante, você está feliz com esse preço? Você estaria confortável dizendo às pessoas que compraram o seu trabalho anterior sobre o novo preço?

Se por algum motivo, você não está confortável com um adicionado 100% em cima de seus preços, a galeria ainda deverá receber 50% para despesas de funcionamento, aluguel, publicidade em seu nome, apoio que podem vir a oferecer, etc. Isso significa que você pode ter que arcar com a perda pessoalmente. Mas uma pequena perda inicialmente poderia corresponder a um trabalho muito mais vendido, e não é realmente uma grande perda a longo prazo. Você deve considerar isso um investimento em sua carreira e potencial de venda futura.

Se você começar a exibir em galerias, como parte de exposições coletivas, mas sem representação completa, o que significa que você permite uma galeria vender seu trabalho, mas você também pode vender o trabalho por conta própria, é uma cortesia comum manter os seus preços iguais ao da galeria. Se uma galeria está vendendo o seu trabalho à $1000 e você está vendendo a $500, a coisa óbvia para um colecionador fazer é tentar comprar diretamente de você, assim, cortar a galeria e diminuindo os seus lucros e capacidade para atender despesas de funcionamento. Isto não é maneira de estabelecer uma relação com uma galeria, o respeito mútuo é a chave para trabalhar com qualquer organização e pode danificar sua reputação (e, portanto, capacidade para vender o trabalho ou criar novos projetos) se você fizer isso.

Seu relacionamento com galerias comerciais, bem como com qualquer outra organização com que trabalha, deve ser sempre registrado na forma escrita - em uma carta de acordo, contrato ou até mesmo um e-mail que define o que cada um vai fazer como uma parte de sua parceria.


referência: artquest.com
http://galeriagrazini.blogspot.com.br/2010/10/avaliando-suas-obras.html#more

Como fotografar suas obras.

Excelente artigo escrito por Evandro Hiram. Publicado no site http://galeriagrazini.blogspot.com.br/2011/01/como-fotografar-suas-obras.html




Nessa vida atribulada de artista contemporâneo, onde desempenhamos papel de marchand, secretário, boy, arroz de festa (além de outras coisas mais, antes de sermos artistas e trabalharmos em cima de nossa obra), uma das principais tarefas é a de registrar com qualidade a própria obra.

Não adianta nada você desenvolver um puta trabalho plástico e não ter nenhum registro decente do que você fez. Afinal, as pessoas terão acesso ao seu trabalho principalmente através de fotografias, seja em portfólio, na internet, em livro, ou onde quer que seja. Pense bem, você já viu mais obras diretamente, ao vivo, ou indiretamente, em livros e afins?


Já vi gente mandando obras pra galeria com um adendo no arquivo:  "P.S.: A cadeira que está em frente à tela não faz parte da obra". Cadeira na frente? O que o galerista vai pensar quando ver isso? Ou o júri do salão? Ninguém vai querer estabelecer parceira alguma com um “profissional" assim.

Sendo assim, quero dar algumas dicas para que você possa registrar seu trabalho com qualidade profissional, tendo desta maneira mais chance de ser aceito em editais, salões e galerias, para daí sim, o público ver as suas obras em "carne e osso".

Primeira dica: Contrate um fotógrafo profissional que tire fotos de obras. Ele vai saber o que fazer, e você não esquenta a cabeça. 

Tá duro? Não tem saco de levar as obras no fotógrafo de tempos em tempos conforme você for produzindo para ter tudo registrado? Ok, então vamos para a dica número 2: Faça você mesmo (muito melhor). Você poderá tirar quantas fotos você quiser, quando quiser, manipula-las do jeito que quiser, enfim, mil vantagens, e compensa financeiramente a médio prazo. Outra: não vou fazer listinha nem nada, e sim, meumodus operandi de fazer, de cabo a rabo.

Primeiramente, vamos falar sobre o equipamento.




Esquece essa coisa de máquina reflex monobjetiva analógica. Estamos na era digital. Invista em uma máquina digital semi-profissional de qualidade que já está bom. Não vou falar de marca nenhuma porque não estou ganhando jabá de ninguém, mas esqueçe as câmeras de bolso, tem que ser aquelas que trocam a lente, sabe? Que simulam as famosas monobjetivas. Se quiser ser artista de verdade, em algum momento você vai ter que pôr a mão no bolso. Marca conhecida, lente de qualidade e um número de megapixels considerável. 

O tripé é essencial. Os mais baratos obviamente não são muito bons. Tente investir em algo com um pouco mais de qualidade que não vai desmantelar sozinho em um mês. Pra não correr risco de tremer mesmo, um disparador é muito útil. Se não tiver, o timer automático quebra um galho.


Lente. De preferência uma com distância focal entre 85-105mm. A lente deve estar um pouco longe do trabalho a ser fotografado, evitando distorções. Esse tipo de lente permite isso, dando um bom foco e registrando detalhes com fidelidade. 




A solução mais barata para iluminação são os refletores tipo parabólicos com lâmpadas photoflood. O nome parece complicado, mas o material é simples e relativamente barato. Tenho certeza que você já viu esse material por aí. Um refletor de 30cm de diâmetro deve dar conta do recado. Esse tipo de lâmpada esquenta bastante, mas é o melhor que se pode conseguir a baixo custo para ter um bom resultado. Existem lâmpadas mais modernas que substituem a photoflood, como as de tungstênio e as halógenas. Aí entra uma pesquisa de preço e de bolso.





Um fotômetro também ajuda bastante. Você vai medir a luz que se incide sobre a sua tela e não a luz que reflete dela. Desta maneira, fica muito mais fácil de regular sua câmera. Lembrando que, obviamente, vamos fotografar dentro de um espaço fechado, sem ajuda de luz natural, ou de qualquer outra iluminação a não ser a indicada aqui, ok? Ah, desiste de tirar fotos de trabalhos em moldura de vidro. Dá um trabalhão e demoraria muito pra explicar aqui como fazer.




Bom, pra fechar a lista de materiais, você vai precisar de um lugar pra apoiar seu trabalho bidimensional, para que este fique angulado perfeitamente em 90°. Cavaletes de qualidade permitem isso, mas na falta deles, use a parede. E use uma espécie de cartão preto atrás do trabalho, para que as cores do fundo não influenciem na edição. Esta, aliás, que você vai fazer naquele Photoshop pirata que você baixou na net. Em caso de dúvida de Photoshop, envie um reply para este post, porque este artigo não abrange essa parte. A preocupação é tirar uma boa foto, pra depender o mínimo possível de qualquer ferramenta de edição de imagem.

Arrumada toda essa parafernália, vamos ao que você vai fazer com ela.

As duas coisas mais importantes ao tirar a foto: o posicionamento da câmera e a exposição da foto.





Posicione sua obra no cavalete em 90°. Após isso posicione cada lâmpada a 45° do trabalho, uma em cada lado, formando um triângulo. E as lâmpadas no tripé devem estar na mesma altura da obra, e com uma distância de 1,5m a 1,8m, de acordo com o tamanho da mesma.

Agora vamos posicionar a câmera. A distância é muito relativa ao tamanho da obra mas a ideia é preencher o visor de sua câmera com o trabalho. Caso você não esteja usando a lente que eu sugeri, coloque a câmera um pouco mais longe e use o zoom. O importante é que a lente esteja na altura do centro do trabalho a fim de evitar paralax (distorção de perspectiva), e perpendicular ao mesmo. Deixe o tripé da câmera bem ajustadinho e firme. Pra conferir, verifique no visor da câmera se as bordas do trabalho estão paralelas às bordas do visor da câmera, tanto nas alturas quanto nas laterais.


Exemplo de efeito paralax que deve ser evitado.


Com toda a tranqueira ajustada, você está pronto pra fotografar. Meça a luz que incide na obra com seu fotômetro. Faça isso nos quatro cantos e onde mais quiser, para verificar se todo o trabalho está recebendo a mesma quantidade de luz. Se não estiver, reposicione suas lâmpadas para que isso aconteça. 


As máquinas digitais permitem que se especifique o tipo de luz sob o qual se está fotografando. Não se esqueça de ajustar a máquina para "Tungstênio".

Regule o f-stop para f/11, que deve dar conta do recado sob as condições aqui apresentadas, e use o fotômetro para regular o obturador de acordo com o ISO (ou ASA, se o freguês assim preferir) escolhido e a abertura (aqui no caso, f/11). Lembre-se quanto menor a ASA, menos ruído e mais definição de detalhes terá a sua imagem. Use a menor disponível na sua câmera. Na falta do fotômetro, use o bom senso, ou o modo automático. Fazer o que...

Agora é só focar e tirar a foto. Não se esqueça de usar o timer ou o disparador (cabo ou remoto) pra câmera não se mover nenhum milímetro e voilá.

Para maior segurança, tire algumas fotos adicionais com aberturas diferentes (a maravilha da era digital é que quantidade de foto já não tem mais custo de impressão - acho que a nova geração já nem sabe do que eu estou falando). Use f/8, f/8/11, f/11/16 e f/16, apenas por segurança. Depois é só escolher a melhor.





É prudente também tirar algumas fotos de um pantone (aquela tabelinha de cores) com as mesmas especificações usadas pra tirar a foto do trabalho. Fica mais fácil de ajustar as cores assim que as imagens estejam no seu computador (claro que  o monitor deve estar bem calibrado também...). E faça anotações de tudo, muita informação sempre confunde a cabeça da gente.

Dicas: Ao tirar fotos de mais de uma imagem, agrupe-as por tamanho para evitar o máximo possível o excesso de movimentação da câmera.

Bom, outra solução mais barata é o improviso. Pegue a melhor câmera que você conseguir, use um banquinho como tripé, e umas luzes brancas para fazer a iluminação. Respeite o posicionamento das luzes como indicado acima, mantenha a câmera longe e use o zoom para tirar o efeito macro da lente, reze um pouquinho e mande bala.

Acho que é isso. Quem sabe no futuro, eu não escrevo um post de como editar essa foto apropriadamente no Photoshop?

Boa sorte a todos.


Obra "Carlos", de Clarissa Campello, usada como exemplo nas imagens.
http://galeriagrazini.blogspot.com.br/2011/01/como-fotografar-suas-obras.html

Como escrever um memorial descritivo artístico?

by Artquest 

IntroduçãoO memorial descritivo artístico é uma pequena redação sobre seu trabalho, prática artística e outras preocupações intelectuais mais amplas. Deve atuar como uma introdução para a prática artística como um todo, destacando em linhas gerais, os conceitos, motivações e processos de seu trabalho. Numa declaração mais longa, já pode-se detalhar sobre obras específicas.
O memorial descritivo deve dar ao leitor uma melhor compreensão de onde sua prática e seus interesses vêm, suas influências pessoais ou de seu trabalho e apoiá-los na interpretação sobre o que você faz. Você vai precisar de um memorial descritivo artístico para a maioria das inscrições para oportunidades, para assessoria de imprensa, sites e ao abordar galerias e curadores. Escrever um memorial descritivo artístico também ajudará a focar e ordenar suas idéias sobre sua prática artística.

ConteúdoDeclarações artísticas variam e se diversificam de acordo com as práticas a que elas se destinam, sendo assim, as sugestões a seguir servem muito mais como orientações e observações, ao invés de regras rígidas e estritas.
Coisas para se pensar que podem ajudar você a escrever seu próprio memorial, algumas perguntas que você talvez possa considerar:
• Com que suportes você trabalha? O que lhe interessa sobre este tipo de trabalhos?
• Por que você trabalha nesse suporte? Existe uma relação entre o suporte e as idéias com as quais você trabalha?
• Que processos estão envolvidos no trabalho e como eles são relevantes para com as idéias que você está lidando?
• Quais temas, idéias e preocupações que você considera exclusivamente em seu trabalho?
• Existem quaisquer influências externas ou idéias, talvez fora do universo das artes, que têm influência sobre seu trabalho?
• O que liga as peças individuais do seu trabalho em uma prática artística?

• Existem teorias, artistas ou escolas de pensamento em particular que sejam relevantes para seu trabalho?
• Há uma "intenção" por trás do trabalho, o que você quer que o trabalho alcance?
Coisas que você não deve incluir num memorial descritivo são:
• Informações sobre a sua carreira como um artista• Histórico de exposições• Histórico de trabalho
Se requerido, estes temas devem ser incluídos em um texto biográfico em separado da sua memorial descritivo artístico. Ao escrever, inclua citações de críticas e revisões, e qualquer referência na imprensa.
Escreve-los na terceira pessoa (o trabalho de Jane é...) ao invés da primeira pessoa (meu trabalho é...) torna-os mais fáceis de serem usados em release, e podem ser usados literalmente, se necessário, por jornalistas.

EstiloAlém de oferecer informações adequadas, a apresentação também é importante. As seguintes qualidades fazem um bom memorial descritivo artístico:
• Seja claro: use o português mais básico possível, a menos que você esteja lidando com conceitos específicos, e explique-os rapidamente. Não utilize linguagem complexa ou específica sem necessidade.

• Precisão: não disfarce o seu trabalho transformando-o em algo que não é. Uma declaração exata sobre um bom trabalho que lida com uma idéia relativamente simples, é muito melhor do que tentar fazer algo parecer inteligente cobrindo-o com hipérboles.

• Diga o que você vê: pode ser útil para se referir a qualquer qualidade física do seu trabalho em referência aos conceitos. Explique as decisões que você tomou sobre como o trabalho tomou forma e por que você o fez.

• Atenha-se ao assunto, que é a sua prática artística. O objetivo da memorial descritivo artístico é falar de uma maneira focada sobre sua prática, e não questões filosóficas ou conceitos mais amplos.

• Objetividade: o uso de superlativos e grandes afirmações ao descrever seu trabalho não vão lhe fazer nenhum favor. Tente ser objetivo ou pelo menos usar uma linguagem objetiva, ao descrever seu próprio trabalho.

ComprimentoUma pergunta comum é: "Quão longo deve ser um memorial descritivo artístico? Isso depende muito do objetivo da declaração. É uma boa idéia ter um memorial descritivo básico que você pode adaptar, aumentar ou diminuir à medida que precisa dela para coisas diferentes, fornecendo um ponto de partida rápida para inscrições e afins. Isso pode ser um parágrafo direto de cerca de 100-200 palavras, que poderá ser adaptado e estendido dependendo do caso.
fonte:http://www.artquest.org.uk/

domingo, 12 de abril de 2015

Homo Aestheticus

Homo Aestheticus

La pregunta es ¿tenemos todos un lado creativo que se revela bajo circunstancias extremas aunque no hayamos mostrado el más mínimo interés por el arte con anterioridad? ¿es la actividad estética innata al ser humano? ¿puede explicarse el desapego por el arte en gran parte de los individuos como una falta de desarrollo de ese aspecto?.
Simplificando, el arte outsider se ocupa en gran medida de individuos que incorporan el arte a sus vidas de forma repentina y después de un trauma o la aparición de un desorden mental.
Observemos estos dos casos, el de “la bruja del pueblo de Pensilvania” y el de “Karl Junker” ambos son personas que viven al margen de la comunidad y un día, tras su muerte, se descubre en su casa una implicación fuerte, obsesiva en el caso de Karl Junker, en la generación de objetos plásticos.
Es una clásica pregunta huevo-gallina ¿son marginales porque tienen una sensibilidad especial que les hace poder ser creativos? ¿o son creativos porque son marginales y han establecido contacto con esa parte de sí mismos para encontrar cierto alivio?
Restaurando un edificio histórico de un pueblecito de Pensilvania se encontró una caja de madera repleta de hojas de cuaderno aparentemente sin valor. Se trataba de más de 800 dibujos probablemente realizados por alguien que vivió allí desde principios de siglo hasta los años 50. Los restauradores investigaron un poco sobre el tema y se cree que pudieron pertenecer a quien todos conocían como “la bruja del pueblo”.
pearl blauvelt
Pearl Bluavelt. Fuente: Lyle Rexer, “How to look at outsider art”.
El legado de Karl Junker abruma por lo delirante de su proyecto: The Junkerhouse, una increíble pieza de talla en Lemgo, Alemania, realizada por un hombre solitario que talló cada rincón (exterior e interior, desde las camas hasta los techos) de su enorme casa durante veinte años. Los rumores atribuyen su carácter ermitaño y su obra peculiar al mal de amores, bien dicen que aguardaba la llegada de la mujer perfecta bien que fue rechazado por su amada y desde entonces no pudo soportar el contacto humano (sólo salía de su casa para comprar comida y otros recursos, luego volvía a su obsesiva labor).
kunkerhouse
Varias vistas de la casa de Karl Junker. Fuente
Volviendo al tema del arte innato en el ser humano, algunas opiniones:
Mentalidades dominantes como la católica parecen sugerir que no lo es: “dotados por Dios de especiales capacidades intuitivas y expresivas, cultivadas con el estudio y la experiencia” (palabras del Papa Juan Pablo II sobre los artistas)
“Todo el mundo es artista” J. Beuys
“Los artistas son y se comportan de forma diferente a los demás, son peculiares, raros… “artistas” en suma”. Conclusiones de los psiquiatras Jesús de la Gándara y Virginia García.
“Todas las personas con una inteligencia media disponen de imaginación, sentimientos, emociones, creatividad, intuición, y habilidades para expresarse. El hecho de que no desarrollen las facultades necesarias para la realización artística es el resultado de la conjunción de varios factores.” Ramón Almela

http://elhombrejazmin.com/2007/11/homo-aestheticus/


Sobre artistas - Karl Friedrich Junker , chamado Karl Junker

Atlas Obscura: la casa de Karl Junker

6 July, 2009 (12:20) | Xanfarin.com | By Xan
Karl Junker (1850,1912)  fue un genial artista polivalente (pintor , escultor y arquitecto) alemán creador de la famosaJunkerhaus, en Lemgo (Alemania).
426055
Junkerhaus, diseño de Karl Junker
Su obra artística es increíble: muy recargada y muy extraña (en el sentido de “diferente”).
Tras sus excéntricas creaciones subyace la esquizofrenia: su creatividad está preñada de su enfermedad, y viceversa.
En la actualidad  su casa se ha convertido en un museo que atesora su obra.
Herr Junker era un “artista total”, una persona capaz de diseñar su casa (primero en maqueta, como una casa de muñecas) y rellenar todos y cada uno de sus espacios con su arte (los trabajos en madera tallada que cubren paredes y techos son sencillamente impresionantes).
Una obra desarrollada a lo largo de toda su vida. A pesar de su enfermedad, Karl Junker nunca fue hospitalizado: dedicó la fortuna de su familia (en forma de herencia) a recrear su propio mundo onírico una y otra vez (muchas piezas fueron rediseñadas hasta alcanzar la perfección que su autor buscaba). Su casa es un homenaje al Horror vacui: hasta el último milímetro cuadrado está elaborado al detalle.
La casa está ‘diseñada’ para ser habitada por la familia que Junker nunca pudo tener y para sorprender a los visitantes que no recibía. Es en definitiva una obra para ser admirada que fue creada desde la soledad -y ciertas dosis de locura- como una ventana al mundo interio de su creador.
Sólo en los últimos años de su vida su obra empezó a llamar la atención de la sociedad alemana: la gente empezó a visitar la casa de un anciano Karl Junker pidiendo “tours” para verla. Un auténtico homenaje que su autor recibió en vida.
Karl Junker con una maqueta de su casa
Yo he llegado hasta Junker gracias a Atlas Obscura, un proyecto que aglutina “curiosidades del mundo” al más puro estiloRipley’s Believe It Or Not! de  Robert LeRoyRipley.
El proyecto permite localizar en ‘Google maps’ los espacios ‘curiosos’ que la gente va enviando. Cada uno tiene una breve ficha y acceso a webs que aportan más información.
La casa -sobre todo los interiores- de Karl Junker ha sido todo un “descubrimiento”.
http://xanfarin.com/2009/07/06/atlas-obscura-la-casa-de-karl-junker/

............

Karl Junker freqüentou a escola de gramática em Lemgo 1857-1864, a partir de 1865/66 a 1868/69 ele foi lá com Wilhelm Stapperfenne na aprendizagem de carpintaria. Em Hamburgo , onde ele provavelmente trabalhou como carpinteiro ou marceneiro e aprendeu Junker viveu de abril 1869 a setembro de 1871. 
A partir daí, ele assinou off para Munique, onde, até 1875, 1873 a Escola Real de Artes Aplicadas visitados e em 17 de abril de 1875 a Academia de Belas Artes matriculados. Possivelmente mais - - Italy estadia suspeito entre 1877/78 e 1883 está ligado. 1877/78 foi Karl Junker-se como um "pintor de Munique" na Casa Baldi em Olevano Romano A; numerosos desenhos de sites no norte e centro da Itália surgiram. Desde agosto 1883 Junker estava de volta em Lemgo, desde 1887 ele morava lá e comprovadamente apresentado em 27 de outubro, 1889 pedido para a construção da casa de Junker , a sua conclusão no shell ele indicou em 09 de marco de 1891.
Entre o final de 1889 e maio 1893 Junker construído em Lemgo e mais para seus próprios planos para uma casa, que já por si mesmo como Junker Casa foi designado e pode ser visto em parte hoje. Para suas pinturas e esculturas , em 11 de setembro de 2004, após a volta da casa casa Junker museu foi aberto.
Nos anos após 1893, a maior parte das obras de Karl Junkers obtido até o momento estão vestindo a maioria nem data nem título ou assinatura. Sobre as atividades Junkers em quase duas décadas até sua morte, pouco se sabe. Dar pistas, mas os mais de 150 quadros em paredes e tectos da casa Junker e do grande número de fotos em madeira ou lona. 

Cadeira de Karl Junker
Mesmo durante a sua vida foi Karl Junker maverick e excêntrico . Ele morreu após uma pneumonia na idade de 61 anos em sua cidade natal e foi sepultado em 29 de janeiro de 1912 lá.
No ano depois de sua morte, estavam 55 Junkers obras - 26 pinturas , onze aquarelas , 13 desenhos e esboços , bem como cinco esculturas e móveis - em uma seção separada da exposição conjunta 6 do grupo artista New Secession mostrado em Berlim. Para o efeito, disse Curt Glaser 1914: ". No entanto, vale a pena apenas cerca de Karl Junkers causa visitar a exposição da Nova Secessão, que protege com esta descoberta, uma atração que sua irmã maior (a exposição na gratuito Secessão de Berlim) está em falta"  Um autor desconhecido chamado a exposição no 1.926 livro publicado de Künstlerlexikon Thieme e Becker "a tentativa bastante mal sucedido em uma reabilitação artística" .